
“Traga toda a poesia” e com ela a luz da lua, o calor do sol da manhã, o perfume das flores, da terra molhada, “a brisa mais forte”, o amor suave, “o sorriso de um amigo”, o abraço forte, o beijo com vontade, “a estrela do norte”, o sopro do vento. E, por favor, traga a chuva. Minha poesia não sobrevive sem sua limpeza, liberdade, simplicidade. Traga em sua voz, em seu violão, em sua cara pintada a vibração da música, que acompanha as batidas do meu coração, às vezes lento, às vezes apressado demais. “Me desfaço em versos num papel” tentando compreender o que o meu pequeno e jovem coração quer dizer em suas batidas, ao escutar a poesia da vida, a poesia do amor, a poesia do palhaço, ao escutar a minha humilde poesia despertada por meus sentimentos que ouvem e enxergam a arte livre , que tenta perceber tudo que passa despercebido, que muitas vezes são as coisas mais importantes em um mundo que nos exige ser em cada momento um personagem diferente. Traga, ainda mais um pouco de poesia e de arte para libertar o outro meu eu, o outro seu eu, e nos leva a um mundo colorido, com palhaços que nos fazem entre risos e poesias, sentir com outros ouvidos, "escutar com outros olhos", que faz a dor amarga ter um gosto mais doce, que faz da decepção, da mágoa uma poesia, que nos faz ter coragem de amar o desconhecido, que jamais será decifrado por completo, "descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber demais". Nós somos completos com o incompleto, com a dúvida, com o místico da vida, com o segredo do amor, com o tempo que voa e o tempo que pára. A flor de plástico que não murcha, que não tem vida para ter medo da morte ou curiosidade de saber qual é a verdade... de verdade!
“Estou aqui soprando o que me faz brilhar”, estou aqui soprando a minha certeza nesta grande incerteza, que não quero que acabe, apesar de sempre estar procurando o porquê, o ponto final. Toda historia, tem começo, meio e fim. Seria óbvio isso? Seria um ponto final? Talvez.
Eu como um “sujeito simples” não afirmo, pois afirmar é limitar é definir o indefinível e acabar. Não tenho e não quero ter essa capacidade.
Continuo assim, sendo um sujeito simples, mas raro.
“A poesia prevalece”, com suas reticências e sua interrogação,em minha alma, em minha mente... Em minha essência até “quando a musica acabar dentro de nós”...
Dedicado a Trupe O Teatro Mágico.
Raquel Leal
09/05/10
Que a magia não acabe dentro de nós.
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